As Relíquias da Mediunidade

Assista o conto dos 3 irmãos logo abaixo do vídeo (é dublado ok?) para depois começarmos um papo sério aqui. 😉



Este conto está na obra “Os Contos de Beedle, o Bardo”, que é um livro de histórias infantis escrito pela autora J. K. Rowling (sim, a mesma do Harry Porter =D). Ele é o livro de contos mencionado em “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, o último livro da série famosa dos bruxos ingleses. Vamos então aprofundar a discussão neste post do Mediunizaê trazendo esta história para ilustrar e conduzir uma reflexão sobre as “relíquias da mediunidade” e o tríplice desafio do espírito imortal de exercê-la.

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O primeiro irmão pede à Morte a varinha mais poderosa de todas e a morte lhe dá uma muito especial, feita de sabugueiro. Essa varinha é tão tão especial mesmo que mais tarde ganhou o nome de “A Varinha das Varinhas”. Mal sabia ele que a varinha de sabugueiro também tinha a fama de ser amaldiçoada. Até aí tudo bem, pois nós espíritas não acreditamos em maldição e sabemos que não foi isso que determinou o fracasso do primeiro irmão no uso da magia (leia-se mediunidade). Kardec, escritor francês famoso, (conhece?) esclarece muito bem que todos têm mediunidade (aqui, então você é um bruxo uahahahahaha). Ele e os Espíritos da Verdade nos ensinam que o ORGULHO gera em nós essa falsa imagem de nós mesmos, deixa vir a tona de nosso íntimo essa falsa sensação de poder pleno, junto com a sensação que podemos tudo! De posse desses sentimentos, nos cegamos e, nessa cegueira, o homem velho ainda vivo por causa desse orgulho chega por trás e nos degola (meio trágico não é? Ótimo, tome cuidado então com seu orgulho então!).

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O segundo irmão não fica atrás do primeiro: pede a “pedra da ressurreição” e volta todo satisfeito para casa a fim de ressuscitar o seu amor platônico que havia morrido. Mesmo ressuscitando a sua amada, não conseguiu satisfazer o seu desejo da sensação carnal (pois que é frio e não aquece a alma). Assim, não suportou o efeito passageiro que os DESEJOS EGOÍSTAS trazem. Não sabendo lidar com a frustração, e não aproveitando a lição de que este é o resultado de quem utiliza a sua “magia” apenas para satisfazer egoisticamente seus desejos, buscou na ilusão do suicídio a saída para sua dor. Qual destino você acha que ele teve no mundo espiritual? Pois é, a autora não é espírita e ela não continuou a história do primeiro irmão e nem do segundo. Mas, podemos especular que ambos sofreram um bocado até conseguir ajuda.

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Já o terceiro irmão decidiu pedir a “capa da humildade” e abraçou a sua missão e os seus deveres. E por falar em dever, trazemos um “ressuscitado” (Jesus virou a pedra 3 vezes para ele, #sqn) para nos ajudar nessa conversa. Lázaro nos traz de forma direta e firme (no livro ESE) que este sentimento deve fazer parte da vida de qualquer “bruxo” que queira exercer muito bem a sua “magia”. Ele fala também do poder do dever aplicado às relações, pois, como ele mesmo diz, o “bruxo” que cumpre o seu dever, ama a Deus mais que os outros “bruxos” e ama os outros “bruxos” mais que a si mesmo. E nos alerta ainda que não devemos amar o dever para simplesmente fugir do fim trágico do primeiro e segundo irmão, mas porque o dever traz ao homem a força necessária à sua evolução. E foi isso que o terceiro irmão fez, tanto que deixou de exemplo a sua HUMILDADE para o filho e, no momento certo, se lançou nos braços da morte como uma amiga. Este é uma das consequências de que cumpre o seu verdadeiro dever. Que tal então usar o seu poder e os seus desejos em benefício de si próprio e do seu próximo? E quem sabe você acabe igual ao Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore e não vai mais precisar de uma varinha?

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Então como podemos ver, quando juntamos o poder + o orgulho e o desejo + o egoísmo o resultado é fatal! Lembremos também que o poder e o desejo por si só não prejudicam ninguém, são recursos que podemos usar para a nossa evolução, quando usamos com caridade, ou para retardar nossa evolução, quando pensamos em nós apenas. Já quando usamos o dever com humildade, quando exercemos o poder e o nosso desejo em prol do próximo, ficamos mais perto de Deus. Isso é caridade e com ela é que vem a salvação. Então “bruxo” e “bruxa”, esta é mais uma magia que você precisa aprender e conjurar: Deveres Humilitas.

Já que você conseguiu chegar até o final, temos uma surpresa para você. Fomos nos arquivos da penseira de Alvo Dumbledore e conseguimos essas lembranças para você saber que essas relíquias são um desafio na vida de qualquer bruxo (coloque a legenda hein, se precisar):



Bibliografia para aprofundar no assunto:
Os Contos de Beedle, o Bardo de J. K. Rowling – O conto dos três irmãos.
Capítulo 24 – O poder, do livro Epsódios Diários de Joana de Ângelis psicografado pelo bruxo Divaldo Franco.
Capítulo Desejos, do livro Sinal Verde de André Luiz psicografado pelo bruxo Francisco Cândido Xavier.
Capítulo XVII – Sede Perfeitos – Instrução do Espírito Lázaro em Paris, 1863.



6 respostas para “As Relíquias da Mediunidade”

  1. Bruno Cabral disse:

    Analogia perfeita! Estão de parabéns!

  2. Juliana disse:

    Adorei a metáfora!!! A analogia ficou muito rica mesmo!!!
    Parabéns!

  3. Layza disse:

    Muito lega!! O Amor sempre é o maior poder…

  4. Luciana disse:

    Sensacional!

  5. João disse:

    Perfeitooooo!!!!! Emocionante, sensacional!!!!!

  6. Janine de Souza disse:

    Analogia perfeita!
    muito, muito bom!

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