Pai de Família na Roma Antiga

E aí, pronto para viajar no tempo e conhecer como era a estrutura da família na Roma Antiga? Então vamos!

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A primeira coisa que precisamos conhecer sobre a família, em Roma, é o Paterfamilias, traduzindo do latim – “Pai de família”. Sim, era ele que mandava em tudo! Tudinho mesmo!

Primitivamente, a vida familiar era dominada pela onipotência do pai que se exercia legalmente sobre os escravos da casa, e também sobre a mulher e os filhos. O paterfamilia podia, a seu bel-prazer, reconhecer os filhos que a mulher lhe dava (neste caso, no momento do nascimento, pegava a criança e levantava-a num gesto que lhe conferia legitimidade), ou os colocava fora de casa, abandonando-os a quem os quisesse, o que, na prática, equivalia a condená-los à morte ou, quando muito, à escravatura. Isso era conhecido como direito de vida e morte sobre os membros da família. O Estado evitou ao máximo intervir no seio da família e, por conseguinte, limitar a autoridade do pai.

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Então, como ficavam os filhos e a esposa nessa situação?

As mulheres, independentemente da classe social a que pertenciam, eram educadas para serem esposas e mães. Era responsabilidade delas cuidar da casa, tomar conta dos servos e educar os filhos. Mas, em hipótese alguma, poderiam participar das decisões políticas, ou mesmo ter voz em outros assuntos que fossem atribuídos ao marido.

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Já os filhos recebiam a educação de acordo com a classe social na qual estavam inseridos. Os meninos mais abastados deviam aprender a ler e escrever em latim e em grego com seus professores particulares, e deviam apreender conhecimentos sobre agricultura, astronomia, religião, geografia, matemática e arquitetura. Os filhos de famílias mais pobres, por outro lado, quase não tinham tempo pra estudar, pois tinham que se dedicar ao trabalho agrícola e artesanal.

Mas e se o Paterfamilia decidisse abandonar, expulsar ou mesmo não reconhecer o filho, como já vimos? As moças abandonadas acabavam tendo que se prostituir para sobreviver. Algumas vezes, tornavam-se servas e servos de outras famílias, mas também havia aqueles meninos que mais tarde tornavam-se gladiadores. Isso mesmo que você está pensando, estamos falando daqueles treinados para enfrentar leões, tigres e outros animais perigosos. Aliás, você já viu o filme “Gladiador”? Não? É imperdível!

Já sei, agora você quer saber como se dava o casamento em Roma. Advinha quem interfiria nisso também? Isso mesmo, o Paterfamilia. O pai de família, que, original­mente, tinha sobre o seu filho o direito de vida e de morte, considerava seu direito e, mais ainda, seu dever esco­lher ele mesmo uma esposa para o bem da “casa” de que era o chefe responsável. Com apenas 12 anos de idade, as meninas já poderiam se casar. O casamento era, sobretudo, um meio para formar alianças entre as famílias, para estabelecer ou consolidar amizades.

Sabe quem nos conta uma linda história que se passa na época do Império Romano? Nosso querido Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, narra a sua existência com Senador Romano no livro “Há dois mil anos”, quando se chamava Publius Lentulus.

Nessa época, Publius era casado com Lívia, uma mulher que se orgulhava das antigas virtudes familiares. Os dois tiveram uma filha chamada Flávia, que, mais tarde, viria a sofrer de lepra. Será que alguém salva a filha do Senador Publius Lentulus nessa história? Isso você confere nessa magnífica obra 😉

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Há uma passagem do Evangelho muito conhecida que também enriquece o nosso estudo sobre família romana.

Um centurião estava muito triste, porque um servo muito querido de sua casa se encontrava gravemente enfermo. Pois é, como era comum as famílias mais abastadas terem servos, por vezes estes acabavam tendo a afeição da família a quem serviam. O centurião gostava muito de seu servo e queria tanto a sua melhora, que deixou as suas antigas tradições religiosas e seu orgulho de lado para recorrer ao próprio Cristo.

Olha que legal a passagem na íntegra!

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Aqui termina nossa viagem, caro leitor! Esperamos que tenha gostado, e fique à vontade para deixar seu comentário abaixo. 😉

Conta pra gente, o que podemos tirar de lição da família romana considerando os preceitos da Doutrina Espírita?

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Referências:

http://www.historia.templodeapolo.net/

http://www.sohistoria.com.br/

“Há dois mil anos” – Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel

Evangelho de Mateus. 8:5-13



3 respostas para “Pai de Família na Roma Antiga”

  1. Alessandro disse:

    Muito show!

  2. Gabriel disse:

    Me senti na Roma antiga!

  3. Renata Guizzardi disse:

    Poxa, aprendi pra caramba!!! E fiquei com vontade de reler A Dois Mil Anos, livro top!

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