Mediunidade em crianças

Quem de vocês assistiu ao filme Frozen? O que? Você acha que é um filme somente para crianças… está enganado. Se a gente olhar bem, é possível dar uma interpretação muito adulta e real da história. Não estamos dizendo que o que vamos contar pra vocês foi o que os autores ou diretores quiseram dizer com a história do filme, longe disso. Considerem este post a manifestação das mentes de algumas pessoas espíritas e que enxergam o mundo (e até as histórias!) com olhos de quem realmente vivencia essa maravilhosa doutrina.


Enfim, o filme conta sobre duas irmãs princesas, inseparáveis desde a infância. Uma delas, a Elsa, havia nascido com um dom maravilhoso: o de transformar as coisas em gelo. Ela fazia maravilhas, como criar uma pista de patinação no gelo no salão do Palácio, fazer flocos de neve de lindos formatos e de criar bonecos de neve com um piscar de olhos. Um dia, porém, acabou, por acidente, machucando sua irmãzinha querida, Anna. Que tragédia! Anna quase morreu por causa disso…

Foi aí que a vida das duas irmãs teve uma reviravolta que causou grande sofrimento para as duas. Os pais, com receio do que Elsa poderia causar com aquele dom “misterioso”, a trancaram em um quarto do Palácio para que, ali, sozinha, ela pudesse aprender a controlar aquela sua capacidade. Elsa e Anna nunca mais brincaram e Anna também ficou isolada, do lado de fora do quarto, presa no Palácio, que teve suas portas trancadas desde o dia do acidente.

Quando finalmente Elsa, em plena juventude, precisou sair do quarto para ser coroada rainha, em sucessão ao seu pai, o que vocês acham que aconteceu? Ela ainda não havia aprendido a controlar o seu dom. Mas claro que não! Ali trancada, sozinha, com medo… como ela poderia? Anna também não soube muito bem como lidar com a liberdade de ter as portas do Palácio abertas pela primeira vez. Era ingênua, imatura, não sabia em quem podia confiar e, ao mesmo tempo, sentia uma enorme carência, porque, sem a lembrança do acidente, achava que a irmã a havia abandonado, sem mais nem menos, quando era ainda pequena.

Que história, não é? Então, para nós, podemos fazer um paralelo aqui entre o dom de Elsa e a mediunidade, quando despertada na infância. Não é fácil para um pai e uma mãe lidarem com uma criança diferente. E sem o apoio da Doutrina Espírita, fica muito difícil saber o que fazer! Mas quem sofre mais é sempre a criança, que cresce se achando diferente, às vezes, até se sentindo amaldiçoada. Uma questão crucial que foi dita a Elsa no início do filme é que o medo faz com que o dom dela acabe gerando o mal. E foi assim, não foi? O medo a manteve ali presa e quando saiu, o medo de ser descoberta acabou fazendo com que se revelasse de uma maneira desastrosa. Mas calma lá, o final do filme é feliz, muito feliz. Elsa, ainda jovem, aprendeu, finalmente, que a chave para lidar com a capacidade especial que ela tinha era o AMOR. Com ele, ela podia fazer esquentar e acabar com o frio, até do coração. Assim também é a mediunidade, uma capacidade maravilhosa que o médium tem para fazer o bem.


Ser uma criança médium ou ter um filho ou filha médium não precisa ser um pesadelo. A Doutrina Espírita está aí para tirar nossas dúvidas e as Federações e as Casas Espiritas têm pessoas preparadas para ensinar, orientar e ajudar ao médium-mirim e a toda a sua família a lidar com a mediunidade em seu mais puro potencial para o bem. No início, orientarão aos pais no sentido de vivenciar com naturalidade as manifestações da criança. E mais tarde, na juventude, se o dom não desaparecer (o que também acontece com frequência, já que a criança tem muita percepção do plano espiritual, sendo médium ou não), ai então o jovem pode ser encaminhado a uma reunião mediúnica para praticar a mediunidade, sempre em serviço do bem ao próximo.

Que tal você participar também? Comentaê alguma história que você conhece de alguém que teve a sua mediunidade presente na idade infantil. Participaê!



6 respostas para “Mediunidade em crianças”

  1. Elaine disse:

    Ficou excelente este post! Muuuito esclarecedor! Acho que todo mundo vai adorar! Realmente incrível esta comparação com Frozen! Parabéns!

  2. Bruno Cabral disse:

    Crinaças filhos de espíritas são mais propensos ao despertar da mediunidade?

    • Renatinha disse:

      Não há relação entre a afiliação religiosa de alguém e a sua capacidade mediúmica. Assim, uma criança de pais não espíritas tem a mesma chance de ser médium que uma de pais espíritas.

      Porém, o Espiritismo é a doutrina mais capaz de prover orientações seguras para o emprego adequado da mediunidade, bem como para fornecer auxílio ao médium (inclusive se for criança) durante o período conturbado do despertar mediunico. Dai a importância de divulgarmos os ensinamentos espíritas cada vez mais.

  3. Isabel disse:

    Adorei a associação ao Frozen! Muito feliz! Temos visto várias animações com conteúdo relacionado à espiritualidade, alguns de maneira bem marcante. Um exemplo é o “Paranorman”. Excluindo-se as alegorias, ele fala de processos obsessivos e estratégia de tratamento através do esclarecimento.

  4. Raphael Carneiro disse:

    Muito interessante o paralelo entre a dificuldade da princesa Elsa lidar com o seu dom especial e o de tantas crianças e adolescentes que possuem faculdades mediúnicas. Isso não tinha me ocorrido. Valeu, Gera’ê! A propósito, assisti ao filme Frozen e curti muito

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