Guerra, vida e paz!

“E estareis na iminência de ouvir de guerra e relatos de guerras; olhai, não vos alarmeis, pois é necessário acontecer essas coisas, mas não é o fim”

Mateus 24:6.

 

Você já se perguntou se a guerra foi necessária em algum momento? Qual o motivo de existirem até hoje? Irão desaparecer? E as guerras que travamos diariamente?

 

A história da humanidade é marcada por grandes guerras. Desde a antiguidade, a guerra armada ou militar é utilizada para expandir territórios, impor o poder ou a religião, para manter escravos ou conquistar a liberdade.

 

Na questão 744 do Livro dos Espíritos, fala-se que guerras foram necessárias para a conquista da liberdade e do progresso. Todavia, disseram, sem rodeios, que a razão das guerras está na “predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões”.

 

Por onde passa, a guerra deixa um rastro de destruição e morte difíceis de mensurar. Para se ter uma ideia, estima-se que a Segunda Guerra Mundial, disputada entre 1939 e 1945, tenha resultado na morte de 60 e 85 milhões de pessoas, entre as lutas nos campos, no mar e bombas atômicas que despencaram do céu.

 

Os cenários e as estatísticas de uma guerra são de extremo horror, mas muitas vezes deixamos de pensar sobre isso, quando não somos atingidos diretamente pelos seus efeitos.

 

Esse vídeo de apenas 1 minuto revela o impacto da guerra na perspectiva de uma criança síria:

 

Quanto à Síria, números de organizações internacionais estipulam que ao menos 400 mil pessoas morreram em 6 anos de conflito, sendo que mais de 11 milhões já deixaram as suas casas rumo a outros países e campos de refugiados. A expectativa de vida caiu de 77,9 para 55,7 anos e mais de 6 milhões de crianças foram diretamente afetadas pela guerra.

 

Se pensarmos em números, é como se toda a população do Município de Serra ou de Vila Velha simplesmente deixasse de existir. Desesperador, não é mesmo?

 

A gente poderia pensar que as cidades mais violentas do mundo são aquelas onde acontecem essas guerras, certo? Errado. O número de homicídios no Brasil é maior do que o de países em guerra¹! Vivemos uma verdadeira guerra urbana.

 

Todos os anos, a ONG mexicana “Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal” divulga uma lista das cidades mais violentas do mundo. Segundo estimativa feita em 2016, das 50 cidades mais violentas do mundo, 19 eram localizadas no Brasil².

 

São dados alarmantes que revelam a necessidade de tratarmos o assunto com a relevância que ele merece.

 

Como cidadãos (e nem digo espíritas) devemos apoiar e participar, o quanto for possível, da implementação de políticas públicas ou ações sociais que, de fato, possam mudar a realidade do indivíduo pela educação, pela oportunidade do trabalho digno e crescimento ético-moral. A sociedade transformada é reflexo de individualidades transformadas.

 

Aspectos espirituais das guerras.

 

Mas… E os espíritos desencarnados durante as batalhas?

 

Nas questões 541 a 548 de Livro dos Espíritos, é esclarecido que há espíritos que assistem os homens durantes as guerras, ressaltando-se que há aqueles que procuram apenas a discórdia e a destruição.

 

No Livro “O Mundo Invisível e a Guerra”[1], escrito por Leo Denis, há um comentário sobre a visão de médiuns registrada durante a 1ª Guerra Mundial, em que se relatou a presença de diversos espíritos conhecidos dos franceses junto aos soldados:

 

“Eis porque com ela [França] e por ela [França] batalham legiões invisíveis.

Em nossos precedentes artigos já falamos do grande conselho dos Espíritos durante a guerra. Os nossos médiuns visualizam distintamente na linha de frente Vercingetorix, que foi Desaix; Joana d’Arc, Henrique IV, Napoleão, e com eles muitos outros. Em frente, das linhas adversas, paira a negra legião dos espíritos das trevas, soprando nas cabeças alemãs combinações infames.”

 

Aliás, isso não é novidade né? Pois quem nunca ouviu a frase que os espíritos nos influenciam a tal ponto, que, de ordinário, são eles que nos dirigem? (questão 459 do Livro dos Espíritos).

 

Estaremos, então, fadados a viver em guerra?

 

Não! A guerra desaparecerá da Terra, quando imperar, entre os homens, o sentimento maior de fraternidade e respeito, quando enxergaremos, uns nos outros, parte de nós mesmos. É a resposta dada à pergunta 743 de O Livro dos Espíritos: “Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos”.

 

Com essa resposta, fica fácil compreender por que ainda existem as guerras: falta-nos praticar o bem! Afinal, o bem é tudo aquilo que está conforme a lei de Deus, e o mal tudo aquilo que dela se afasta (vide q. 630, L.E).

 

Lembram que falamos que o Brasil está entre os países mais violentos do mundo? Temos mais uma informação para compartilhar com vocês. Segundo dados divulgados pelo instituto de pesquisa Pew Research Center, somos o segundo maior país cristão do mundo.

 

Peraí! Deve ter algo errado… Como um país com a maioria da população cristã tem um dos maiores índices de violência?

 

Vamos voltar à questão 743 de O Livro dos Espíritos. O verbo utilizado pelos espíritos para que a guerra desapareça da Terra é PRATICAR e não conhecer a lei de Deus. Assim, não basta se declarar cristão, é preciso agir como um. Afinal, não viemos para mudar o mundo? Mãos à obra!

 

 

¹ http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/10/numero-de-homicidios-no-brasil-e-maior-do-que-o-de-paises-em-guerra.html

² http://g1.globo.com/mundo/noticia/brasil-tem-19-cidades-em-ranking-de-ong-com-as-50-mais-violentas-do-mundo.ghtml

 

[1] Quem tiver mais interesse em buscar informações sobre os aspectos espirituais de uma guerra, recomendamos este livro para pesquisa.

 



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *