A família dos nossos pais

Família é um assunto impossível de se desvincular, não é mesmo? Afinal, fazemos parte de uma, seja aqui, seja acolá… Tenho certeza de que você já sabe que os vínculos que reúnem os seres em uma mesma família são muito mais profundos que imaginamos, certo?

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Quanto a isso, Kardec nos esclarece no item 8, Cap. 14, do Evangelho Segundo o Espiritismo “(…) que os Espíritos que encarnam numa mesma família, principalmente como parentes próximos, são quase sempre ligados por laços de simpatia, unidos por relações anteriores, que são demonstrados na afeição mútua durante a vida terrena. Pode acontecer, também, que esses Espíritos seja completamente estranhos uns aos outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se manifestam por suas aversões na Terra, e elas servirão de provação entre eles”.

Mas talvez você nunca tenha se perguntado por que veio como filho dos seus pais e não como pais deles, por que é o filho mais velho, ou o caçula… Pois é! Isso é extremamente importante, afinal, Deus que decide quem vem antes e quem vem depois, não é mesmo? Será que isso é escolhido por acaso ou tem uma razão de ser?

Para refletirmos sobre isso, vamos fazer uma pequena viagem no tempo? Uma viagem pequena mesmo, não tão longa quanto as que você fez em outros posts já publicados, ok?
Vamos lá: em que década seus avós nasceram? E seu pai? Sua mãe? O que estava acontecendo nesses períodos?

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Bom, imaginamos que eles vivenciaram algumas das coisas que vamos aqui contar para vocês. Preparados? Vamos, então, começar pela década de 60. Essa década foi marcada por grandes revoluções em diversas áreas. Em 1967, foi realizado na África do Sul, o primeiro transplante de coração do mundo!! Dá para acreditar? Em julho de 1969, o homem chegava à Lua, através da missão Apollo 11, um acontecimento marcante para quem viveu nesse período. Pode perguntar isso a seus avós, inclusive, pergunta se eles viram essa notícia pela TV em cores, já que a primeira transmissão colorida, no Brasil, deu-se em 1963, pela TV Tupi!

Já o contexto político da época foi bastante conturbado. Em 31 de março de 1964, um golpe militar no Brasil tira do poder o presidente João Goulart e se inicia a ditadura militar, marcada pela repressão, tortura e censura dos meios de comunicação. Temos, ainda, nessa década, o assassinato do presidente americano J. F. Kennedy, em 1963, e do ativista Martin Luther King, em 1968.

Já ao redor do mundo, podemos citar a construção do Muro de Berlim, que separou a Alemanha em duas áreas por muitos anos. No final dessa década, aumentavam, ainda, os protestos nos Estados Unidos e no mundo contra a Guerra do Vietnã com grande fortalecimento dos movimentos pacifistas.

Também conhecido como “Anos Rebeldes”, esse período foi marcado por revoluções da moda como uso do jeans, da jaqueta de couro e da minissaia; revolução sexual com o lançamento da primeira pílula anticoncepcional, além do movimento Hippie que pregava a paz e o uso das cores, sendo que, no Brasil, destacamos o Tropicalismo, um movimento cultural artístico que misturava pop, rock e cultura de elite. Vocês já viram fotos de seus avós quando eram jovens? Se não, corre e pede um álbum pra eles (sim, naquela época tínhamos álbum de fotos!!!) Deem uma olhada nessas duas aqui embaixo e vejam se há alguma semelhança:

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Avançando mais um pouco, entramos na década de 70, marcada por grandes avanços tecnológicos, sendo que, em 1972, foi lançado o primeiro vídeo game do mundo, Magnavox Odyssey 100, nome estranho, né? Mas… Você não pensou que sempre existiu Playstation?… Ou nunca pensou nisso? Podemos ainda citar a fundação da gigante Apple, que hoje faz com que sonhemos com aquela maçã gravada no nosso computador!! O primeiro microprocessador do mundo também foi lançado nesse período pela Intel e, nos esportes, podemos falar de um grande acontecimento para o Brasil, em 1970. Adivinha? Brasil tricampeão mundial!!!

Já o contexto político no Brasil ainda estava marcado pela Ditadura Militar, sendo que, no início da década de 70, vivemos o período do Milagre Econômico, porém o mundo foi marcado por grandes crises econômicas, como a Crise do Petróleo. Lembra da Guerra do Vietnã que citamos acima? Bem, ela finalmente acabou em 1975, com a derrota dos Estados Unidos. E, por fim, levando-se em conta a música daquela época, podemos denominá-la como “década da discoteca”. Pergunte aos seus pais por que e aproveite para descobrir se eles têm algum desses LPs aqui, aliás, você conhece um LP?

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Enfim, chegamos à década de 80, com a qual alguns de vocês já vão estar mais familiarizados (ou será que nós é que estamos velhos? Rs). Nessa época, um esporte bastante popular era a Formula 1, com grandes conquistas de Nelson Piquet e do Airton Sena… Bem que ele podia estar aqui ainda, trazendo alegria e colocando o Brasil no pódio de novo, né?

Como as demais décadas, 80 também foi marcada por grandes avanços na ciência, como o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil, sendo também nesse período que os pesquisadores Luc Montagnier e Robert Gallo identificaram o vírus da AIDS e, em 1986, os climatologistas identificaram o tão temido buraco na camada de ozônio, permitindo que começássemos a pensar no nosso planeta com mais carinho.
Em 9 de novembro de 1989, marcando o fim da Guerra Fria, temos a queda do muro de Berlim, que foi um acontecimento muito marcante, tendo sido veiculado pelos grandes canais de comunicação.

No Brasil, temos grandes transformações políticas, marcadas pelo movimento “Diretas Já”, que reivindicava a volta das eleições diretas para Presidente do Brasil (pergunte a seus pais se eles participaram desse movimento), o fim da ditadura militar e a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, em vigor até os dias atuais, sendo um grande marco para a democracia. Essa década ficou mais conhecida como “década perdida” devido à estagnação econômica e a inflação descontrolada como podemos observar nas charges abaixo:

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Depois de tantas informações sobre os acontecimentos tecnológicos, políticos, econômicos e sociais, vocês devem estar se perguntando o porquê de tudo isso. Pois bem, Lembra que, no início, falamos sobre a ordem em que encarnamos na nossa família? Deus, na sua infinita sabedoria, determina quem vem antes, quem vem depois, quem recebe quem e isso tem um propósito divino.

Todas as famílias têm atividades a serem desenvolvidas, não renascemos na nossa família ao acaso. Como grupo, temos propósitos a cumprir, buscando a purificação e regeneração. E, para que tudo isso aconteça com êxito, cada um renasce em um período específico. Isto porque o contexto político, econômico e social de cada época permite uma experiência distinta, que propicia nosso desenvolvimento como espíritos, lembrando que cada um de nós passou por vivências diferentes e por isso temos lutas próprias, dons específicos e necessidades diversas, sendo que somos colocados no lugar e na hora certa para que possamos experimentar exatamente aquilo de que precisamos para alcançar o melhor resultado nesta encarnação!

E, para encerrar, convidamos vocês para dividir conosco as respostas que obtiveram com seus avós e pais sobre os questionamentos que fizemos ao longo desse post… contaê!

 



3 respostas para “A família dos nossos pais”

  1. Renata disse:

    Que viagem no tempo maravilhosa! Eu fiquei aqui revivendo tudo o que vi (afinal, eu já sou uma mãe e nasci na década de 70) e também procurando imaginar qual é o meu papel aqui na Terra, que me fez nascer na época em que nasci… Fiquei também pensando nos meus irmãos e na ordem, que certamente tem um porquê. E como eu amo essa ordem e como as coisas aconteceram! Daí começo a pensar também nos meus filhos e projetar para o futuro quantas realizações eles irão ter! Que Deus me dê força e sabedoria para orientá-los da melhor maneira para que cumpram com êxito as suas programações encantarias.
    É issaê!

    • Juliana disse:

      Que bom que gostou Renata! Refletir sobre nosso papel no mundo em que vivemos é essencial…saber que tudo tem um motivo e que estamos no lugar e na época certa nos dá tranquilidade mas também nos traz grande responsabilidade.

  2. Alessandro disse:

    É uma viagem e tanto mesmo. Quantas recordações!

    Sobre a ordem que encarnamos, é uma reflexão muito interessante que o texto propõe. A misericórdia Divina é muito linda.

    Quem sabe eu não vou ser trisavô de mim mesmo! kkkk

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