E assim caminha a mediunidade

Há tempos, e desde sempre, somos médiuns, mesmo que você não acredite… Todos somos, em algum grau, impressionáveis pelos espíritos, que podem estar encarnados e desencarnados! A mediunidade, portanto, não nasceu com o Espiritismo, ela já existia antes…!

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Costumamos ouvir de amigos espíritas e também de outras religiões fatos que os fizeram repensar a real existência dos espíritos e sua influência em nossas vidas…

Por exemplo, um destes amigos disse certa vez que sentiu um grande mal estar quando, ao sair de casa para fazer uma viagem, sentiu uma intuição de que algo não daria certo para ele naquele dia, uma sensação ruim. Preferiu, portanto, não sair e acabou salvando-se de um grave acidente.

Como explicar semelhantes percepções sem a crença de que algo ou alguém ajuda-nos em certos momentos? Quem já não teve a impressão de ter ao seu lado um ser invisível, velando por si em horas dolorosas? Quem já não agradeceu por conquistas recebidas a seres angélicos em momentos de felicidade? Quem já não ouvir sussurrar de vozes imperceptíveis no interior de si mesmo? Relato semelhantes a estes são muito comuns! O mundo espiritual se fez presente no passado e se faz presente até hoje em nossas vidas.

De acordo com André Luiz (Evolução em dois mundos – Chico Xavier), todos temos o princípio da faculdade mediúnica quando “saímos” de nossos corpos durante nosso descanso noturno, durante o sono.
A própria Bíblia e a história de outras religiões e da humanidade trazem numerosas passagens e fatos nos quais os espíritos e o plano espiritual são objetos de curiosidade e de natural interesse dos povos antigos e atuais.
Situando a mediunidade, relacionando os períodos (horizontes) que a humanidade passou através dos tempos (evolução), Herculano Pires, valendo-se das pesquisas científicas de Bozzano, John Murphy e outros, oferece-nos valiosas informações em seu livro O Espírito e o Tempo:

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Horizonte tribal: nesta época imperava o mediunismo primitivo. São as forças que eram conhecidas pelos nomes de “mana” e “orenda”. “Essa força primitiva corresponde ao que o Espiritismo chama de ectoplasma.

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Horizonte agrícola: quando reinava o animismo e culto aos ancestrais. Nessas primeiras formas sedentárias de vida social, o animismo tribal desenvolveu-se no nível da racionalização, principalmente através da concepção da Terra-mãe e Céu-Pai, que mais tarde originaria a mitologia egípcia.

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Horizonte civilizado: o mediunismo oracular. Nestes tempos, o oráculo era às vezes a própria divindade, outras vezes a resposta dada às consultas, o santuário ou templo, o médium que atendia aos consulentes, ou até mesmo o local de consultas.

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Horizonte profético, o mediunismo bíblico. Esse horizonte caracteriza-se pelo mundo da individualização. O profeta apresenta-se como indivíduo social, mediúnico e espiritual. Assim, é importante ressaltar que, dado o avanço de sua liberdade, surgiram também os excessos e abusos que caracterizam o indivíduo greco-romano e o profeta hebraico.

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Horizonte espiritual, a mediunidade positiva. É o momento no qual vivemos! Nesta fase que se observa uma transcendência humana; a mediunidade torna-se um fato de observação e de estudo de todos os que se interessarem pelo problema. Observando que, na Idade Média, certos fenômenos mediúnicos ainda eram tratados como manifestações demoníacas ou sagradas. Assim, o homem, não tendo atingido o horizonte espiritual, não pode conceber que o Espírito comunicante seja da sua mesma natureza.

Kardec explica, por fim, em A Gênese, capítulo primeiro, porque o Espiritismo só poderia surgir em meados do século XIX, depois de longa fermentação dos princípios cristãos da Idade Média e do desenvolvimento das ciências na Renascença:


“O Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca forçosamente na maioria das ciências. Só poderia, pois, aparecer, depois da elaboração delas. Nasceu pela força mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo explicar-se apenas pelas leis da matéria.”


Lembre-se que ninguém segue só. Segundo Paulo, estamos rodeados por uma nuvem de testemunhas. As semelhanças entre os seres são maiores do que imaginamos. Assim como somos todos médiuns, espíritas ou não, todos também temos mais coisas em comum, como a necessidade de melhorar-se sempre.
O caminho do bem espera por nós, pacientemente.

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Quer ouvir uma linda música sobre este assunto? Delicie-se com Tim e Vanessa e a música Médiuns!

E que tal assistir a um espetáculo de dança sobre o tema que o Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima (GEDRI) realizou?!

Referências consultadas:
O Espírito e o tempo – José Herculano Pires.
A Gênese- Allan Kardec
www.momento.com.br
Palestra: https://www.youtube.com/watch?v=dj5B-YN132A



Uma resposta para “E assim caminha a mediunidade”

  1. Bruno Cabral disse:

    Execelente post, amigos! Foi uma grande viagem que nos faz enxergar o quanto a história da mediunidade se confunde com a própria história da humanidade!

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