Caldeirão da Família

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Quantos números!!! Eles se referem a dados estatísticos muito importantes para nossa conversa, porque mostram parte da realidade social em que vivemos. Com base nesses dados, vamos discutir alguns desafios importantes do contexto familiar.

 

Você, querido leitor, pode ler o texto completo ou ir direto para seções específicas, cujo tema te interessem, tais como:

Divórcio
Alienação Parental
Guarda Compartilhada
O que a Doutrina Espírita diz?
Adoção

 

Você  sabia que o número de divórcios ocorridos no Brasil em 2013 foi em torno de 1/3 do número de casamentos ocorridos no mesmo ano! Queeeeee!??? Isso mesmo … a cada 3 casamentos realizados 1 foi desfeito …

 

Às vezes, a palavra divórcio tem um peso enorme nas nossas costas! Tanto se somos nós filhos vivendo agora esse momento difícil em família, ou mesmo se somos filhos de lares em que a separação já aconteceu há muito tempo. Nem lembramos mais do momento em que ocorreu, mas o assunto é pesado e temos que “pisar em ovos” quando ele vem à tona.

 

Muitas vezes, não podemos pronunciar o nome da nossa mãe com o nosso pai, nem o nome do nosso pai com a nossa mãe, pois se antes eles eram um casal, agora são dois inimigos, um falando muito mal do outro e eu ali no meio dessa batalha que não é minha … ou será que é? Afinal quem tem razão? Isso é muito sério! Sabia que os pais não deveriam nunca tentar colocar filho contra pai e que isso tem até nome? Chama-se alienação parental3, que já foi motivo de ações jurídicas e até levou Richard Gardner, em 1985, à definição de síndrome da alienação parental (SAP), para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços  afetivos com o outro conjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Esta é uma realidade mais comum do que imaginamos! Imaginem que, segundo dados do IBGE, 1/3 dos filhos perdem o contato com o pai depois da separação. Muitas vezes as histórias são muito tristes e marcam para toda essa encarnação e, em certos casos, até por mais tempo!

 

Vamos assistir a seguir um vídeo publicado pela advogada Lúcia Deccache sobre os atos da mãe ou do pai de tentar afastar os filhos do convívio com o outro, causando sentimento de ódio e repulsa. O vídeo traz cenas de novelas e alertas sobre os riscos dessa prática, tudo para não deixar dúvidas e possibilitar a mudança de atitude.

 

 

Mas há casos em que os pais se divorciam, mas nós estamos bem obrigado(a)! Nem está sendo tão difícil assim … sim, seria muito melhor se todos morássemos juntos … mas, na verdade, eles não estavam felizes juntos e agora parecem aliviados e todos nós estamos tentado nos adaptar a nova vida. Eu moro agora em duas casa!  Desde o final de 2014 a guarda compartilhada é considerada, juridicamente, a divisão padrão em casos de pai e mãe que não morem na mesma casa.

 

Mas o que a Doutrina Espírita nos diz sobre essas situações? O casamento é indissolúvel? A famosa frase “Até que a morte os separe” é verdade absoluta? Encontramos no Capítulo 22, item 5 de o Evangelho Segundo o Espiritismo uma reflexão  importante sobre o assunto:

 

O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.

 

Então, sim o divórcio é uma situação necessária para muitos relacionamentos. Emmanuel em Vida e Sexo reafirma este pensamento:

 

O divórcio … baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacifica.

 

Mas é muito importante fazermos uma análise diante dos desafios encontrados nos relacionamentos. Dalva Silva Souza, no livro Caminhos do Amor nos traz a seguinte reflexão:

 

… antes de optar pelo divórcio, devemos considerar que se nossa matriz interna for a do devedor, precisaremos, em algum momento de nossa caminhada evolutiva, quitar-nos com as Leis Divinas que estão inscritas em nossa própria consciência. Sem isso teremos a cada aproximação amorosa a ilusão de ter encontrado o amor, quando, na verdade, estaremos encontrando oportunidades diferenciadas na aparência, mas com o mesmo conteúdo profundo de resgate de um débito que carregamos dentro de nós mesmos.

 

Vale ressaltar que dentro das realidades evolutivas em todos os tempos é lícito existir ex-esposa e ex-exposo, mas de maneira nenhuma existem ex-filhos! Emmanuel nos alerta sobre esse fato em Vida e Sexo:

 

Pais e filhos são, originariamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de autoburilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução. … . Nunca é lícito o desprezo dos pais para com os filhos e vice-versa.

 

Portanto assim como os pais tem o dever de sempre amparar seus filhos após o término do relacionamento com seus cônjuges, os filhos também devem compreender a decisão de seus pais de viverem novas experiências em sua experiência atual na encarnação corrente.

 

A  história de cada família, seja qual for a sua composição é única! Por diversas situações famílias podem ser constituídas de laços não consanguíneos. Muitos filhos não nascem DE suas mães e/ou de seus pais” mas PARA suas mães e/ou seus pais”. Isso mesmo, estamos falando da adoção, processo maravilhoso de expandir amor e transformador de vidas. Allan Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIV, nos alerta que “… os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais, o que realmente importa são as afinidades e comunhão de pensamentos , que unem os espíritos”. Muitas histórias lindas de encontros e reencontram acontecem no processo de adoção, mostrando que “não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIV).

 

Convidamos ao leitor para ler uma linda carta de amor, endereçada ao filho adotivo que chegará em algum momento da vida de uma família publicada no Blog “Cartas para meu filho”. Essa carta traduz a pureza da relação de amor entre filhos e pais, adotivos ou não. Vale à pena ler!

 

Apesar de ouvirmos mais e mais notícias felizes sobre casos de adoção, muito ainda temos que refletir e rever nossos preconceitos. Note bem alguns dos números registrados pelo Cadastro Nacional de Adoção. A cada criança ou adolescente na situação vulnerável de procura por uma nova família, temos 3 famílias ou pessoas que gostariam de receber alguém para fazer parte da sua família.  Mas em torno de 50% das crianças cadastradas tem entre 13 e 17 anos, ficando claro que muitos não serão encaminhados para adoção até atingir a maior idade. Por que isso acontece? Muitas crianças não têm a idade ou raça requerida, ou têm irmãos, o que dificulta, pois nesse caso, preferencialmente devem ser adotados pela mesma pessoa.

 

Mas é importante lembrar que o amor vence tudo! Querem conhecer uma história linda de amor em ação? Assistam ao vídeo da família composta por Rick, Ediane e Thainá.

 

 

Não é linda essa estória?  Para finalizar nossa conversa vamos lembrar uma linda fala de Emmanuel no livro Astronautas do Além:

 

Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos acima de tudo, filhos de Deus.

 

 

 

Bibliografia:

Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, FEB.

Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB.

Dalva Silva Souza, Caminhos do Amor, FEB, 2007.

Emmanuel, Vida e Sexo, FEB, 1970.

Emmanuel, Astronautas do Além, FEB, 1973.

 

Vídeos Complementares:

Alienação Parental:

https://www.youtube.com/watch?v=xWkUV-FABbI

 

Guarda Compartilhada:

https://www.youtube.com/watch?v=opsfdQX40BA

 

Adoção Tardia

https://www.youtube.com/watch?v=raSnDBGxGro

https://www.youtube.com/watch?v=VJDRcqDErMw

https://www.youtube.com/watch?v=98Z0Nyz8AT0

https://www.youtube.com/watch?v=VQOuEUWnCII

http://www.folhavitoria.com.br/videos/2016/07/14697939701341656263.html

 

 

1     Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

2     Cadastro Nacional de Adoção (CNA)

3     http://www.alienacaoparental.com.br/

[1]     Termo proposto por Richard Gardner, em 1985, para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços  afetivos com o outro conjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor (http://www.alienacaoparental.com.br/)

 

 

 

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