Bora trabalhar?

Gente, ainda estou cheio de ocitocina do post anterior. É muito amor! Mas agora vamos trabalhar? Pois o segundo conselho de Abigail para que Paulo pudesse seguir o Mestre Jesus e alcançar os patamares elevados em que se encontrava foi: TRABALHA.

 

Mas… como assim? A sugestão era para que Paulo fosse procurar um emprego?

 

Nãããoooo! Nada contra ter um emprego. Aliás, ter uma ocupação é muito importante! Mas, nesse contexto, o trabalho era interno mesmo. Abigail chamava Paulo para sua reforma íntima. Sabe? Aquela que não dá pra terceirizar, como no vídeo abaixo:

E este é um conselho para todos os aspectos das nossas vidas. Mas, no âmbito da família, o que exatamente temos que trabalhar? Dá trabalho conviver em família? Não deveria ser algo que flui naturalmente?

 

No capítulo IV de o Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec nos traz a seguinte informação:

“Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem.”

 

Dá pra ver que tem trabalho pra todo mundo. Aquele que passa por uma prova, deve trabalhar para superá-la, aplicando na relação familiar o que já aprendeu dos ensinamentos de Jesus. Aquele que está na relação para progredir deve trabalhar para aprender com o outro. Ambos devem domar seus vícios e aprender a amar (voltamos ao post anterior, pois o amor é tudo J).

 

As coisas, no entanto, nem sempre são tão simples e diretas. O objetivo aqui não é identificar nas relações quem é o espírito mais evoluído, mas sim reconhecer que precisamos nos esforçar para manter boas relações até com aqueles que são mais próximos. Seja na relação pais e filhos, entre irmãos ou entre os membros de um casal, há sempre um momento em que discordamos do outro ou que não gostamos da sua forma de agir em uma determinada situação. Nesse momento, precisamos nos afastar do egoísmo e praticar a caridade que Jesus nos ensinou, de modo a alcançar um meio termo em que ninguém se sinta prejudicado.

 

Podemos encontrar várias outras obras que vão ressaltar a importância do trabalho no seio familiar. Ultimamente, temos estudado muito as obras de André Luiz (o motivo vocês saberão em breve!). Em “Ação e Reação”, o personagem Druso diz que, a partir da reencarnação, temos a oportunidade de reencontrar velhos inimigos, e que depende de nós mesmos convertê-los em amigos e companheiros, superando a incompreensão e a antipatia com humildade e amor. Isso dá trabalho!

andreluiz

Em “E a Vida Continua”, a personagem Evelina pergunta ao instrutor Ribas por que existem casamentos infelizes e “uniões de suplício”. Ribas responde que muitos casais sentem uma grande afinidade inicial para “fazer funcionar o engenho do matrimônio”. Depois, percebem que é fundamental “burilar outras peças dessa máquina viva, a fim de que ela produza as bênçãos esperadas”, o que exige compreensão, respeito mútuo, trabalho constante, espírito de sacrifício. Olha o trabalho aí! E é constante!

 

O livro “Entre a Terra e o Céu” traz o ensinamento de que pequenas ações no lar são exercícios de convivência e de pratica do amor, de que a vida em família deve ser pautada nos ensinamentos de Jesus, e que qualquer trabalho no lar é fomentador de harmonia e paz. Notem bem: qualquer trabalho no lar, mesmo pequenas ações, fomentam harmonia e paz…

 

Acho que já deu pra ter uma ideia, né?

heman

Pra fechar, vamos voltar aos questionamentos que fizemos lá em cima sobre o trabalho em família, mas colocando-os de outra forma, pra convidá-lo, leitor, à reflexão: que questões você precisa trabalhar em seu contexto familiar? O que você pode trabalhar em você mesmo para colaborar com a sua família?

Bora trabalhar?

Referências:

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 4
  • Ação e Reação, cap. 2
  • E a Vida Continua, cap. 17
  • Entre a Terra e o Céu, cap. 25


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